ENC: Pro Alto e Avante!
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Data de Postagem: domingo, 29 de novembro de 2009 21:03
Autor: Eudes Honorato
Assunto: Pro Alto e Avante!
| SE VOCÊ NÃO VAI A DISNEY, A DISNEY VEM ATÉ VOCÊ Ligo a TV no horário de sempre. Espero ansioso que o programa comece logo. Ainda é a saudosa TV Tupi. Neste pedaço perdido do passado, eu ainda não sei o que é a tal "política de boa vizinhança" gerada pela Segunda Guerra Mundial, que acabou dando origem ao personagem Zé Carioca. Ainda não sei que o mundo não é tão inocente assim e, quer saber, pouco me importa hoje também. Quero apenas que o Clube do Mickey comece logo. Se estivesse rodeado não de meus irmãos, mas de alguns adultos de hoje em dia, ouviria o velho discurso sobre imperialismo americano enfiado goela abaixo do mundo através de um rato que fala. Olharia para eles, e os mandaria tomar no cu, pois eu queria ouvir o programa que já ia começar. Quando o programa enfim começava, uma enxurrada de personagens Disney desfilava pela tela, cantando uma música que eu já sabia de cor: Entre nessa festa pra cantar com todos nós, ele é o maior, viva o Mickey Mouse. A magia não estava somente no programa, óbvio, mas num conjunto de coisas que não existem mais hoje em dia. Assistir o Clube do Mickey era também um meio de compensar a falta que o cinema fazia em minha vida, já que não era uma época em que se podia assistir os longas no cinema tão facilmente, devido ao fator "grana inexistente para supérfluos". O vídeo cassete também era uma realidade ainda distante. Assim sendo, os trechos de animações da Disney que passavam no programa eram verdadeiros tesouros para mim. Os desenhos curtas que seriam repetidos à exaustão pelo SBT, pra mim ainda eram novidade. Trechos de Alô, Amigos, Você Já foi a Bahia, Fantasia, me faziam viajar e não querer voltar. Eu não cansava de assistir o Mickey aprendiz de feiticeiro se metendo em encrenca com suas vassouras encantadas e nem de ver o Donald no País da Matemágica. Se bem me lembro, o Clube do Mickey era dividido em temas a cada dia da semana, e alguns temas eram tão chatos que eu simplesmente passava a detestar alguns dias da semana. Como criança não trabalha, eu não odiava a segunda-feira, odiava a quarta, quando um dos temas era mais voltado para documentários da vida selvagem. Nossa, como eu detestava documentários sobre vida selvagem. Já me bastava o chatíssimo programa Mundo Animal. A extensão do Clube do Mickey na vida real era o Almanaque Disney, posso assim dizer. Tudo bem que eu atentava minha mãe para que comprasse todo tipo de HQ da Disney, fosse qual fosse, mas o Almanaque Disney era praticamente como um Clube do Mickey em papel. TINHA ATÉ OS DOCUMENTÁRIOS CHATOS SOBRE VIDA SELVAGEM! Novamente, assim como o Clube, o Almanaque me supria dos filmes que eu não poderia ver no cinema. Lembro bem , por exemplo, da quadrinização do filme O Buraco Negro (ou Abismo Negro), em que cientistas se deparam com uma nave à beira de um buraco negro, dominada por um estranho homem que se isolou da Terra. O que me chamava a atenção na história era nada mais nada menos que os robôzinhos que pareciam brinquedos. E, obviamente eram. O filme era uma tentativa de copiar o sucesso de Guerra nas Estrelas, mas era sombrio e lento demais. Além disso havia as quadrinizações das aventuras de Herbie, dos meninos da Montanha Enfeitiçada, e tantas coisas que eu só veria mesmo com o advento do VHS ou do download. Mas, com o Almanaque Disney não havia tempo ruim. Tantas histórias em quadrinhos e tantos "extras" me faziam querer ter todos os números. Mesmo o tempo passando, o Clube do Mickey tendo terminado e eu ficando adolescente e depois adulto, ainda assim, o encanto com as histórias e personagens Disney não terminaria. Com o nascimento da PIXAR isso, na verdade, só aumentaria. No campo dos quadrinhos, os super-heróis e quadrinhos mais adultos tomariam o lugar na preferência, mas ainda assim os da Disney estariam sempre lá. Com a Editora Abril não os tratando com a mesma dignidade com a qual eram tratados antes, a saída são os scans para que se possa rever a Era de Ouro dos quadrinhos Disney no Brasil. Não temos mais o Clube do Mickey, mas temos lá os canais Disney que, mesmo tendo que aguentar as Hannas Montanas e Highs Schools da vida, passam os clássicos da animação. E, depois de tantas aventuras ao longo dos anos, descubro ontem à noite, que hoje teríamos uma Parada Disney bem aqui perto, em Copacabana. A Disneylândia na minha porta. Acordei cedo e fui até lá, de máquina fotográfica em punho. Ainda assim cheguei atrasado e só vi metade da festa. Só que compensou ter entrado, sem querer, na "concetração". Pude tirar fotos bem de perto dos carros que ainda estavam lá. Sendo alguém tão criança ainda, como eu sou, não teve como não me emocionar. Viva o Clube do Mickey!!!
FLASH GORDON - EDITORA ABRIL O nome já diz, né, Quadrinhos Antigos. Blog de scans de quadrinhos mais clássicos, raros e difíceis de encontrar mesmo em sebos, como é o exemplo do Flash Gordon aí acima. Tão raro e tão antigo (1979) que minha memória me trai e não sei se tive essa edição. O blog está recheado de edições Disney (olha ela aí de novo), Tarzan, Mandrake (só vi um único de scan de Mandrake, HQs de terror e muito mais. Acessem.
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